A Copa do Mundo de 2026 promete ir muito além das quatro linhas. Segundo estimativas citadas em um relatório do banco suíço UBS, o torneio poderá adicionar cerca de US$ 41 bilhões ao PIB global, consolidando o futebol como uma das maiores indústrias do planeta.
Disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, esta será a maior edição da história, reunindo 48 seleções e 104 partidas, um formato que deve ampliar significativamente o impacto econômico do evento.
Economia da atenção movimenta bilhões
A Copa se tornou um grande ecossistema de negócios. Durante pouco mais de um mês, diversos setores disputam a atenção de bilhões de consumidores ao redor do mundo.
Entre os segmentos mais beneficiados estão:
- turismo e hotelaria;
- companhias aéreas;
- bares e restaurantes;
- varejo e artigos esportivos;
- plataformas de streaming;
- publicidade e marketing;
- casas de apostas;
- tecnologia e inteligência artificial.
O UBS estima que o torneio possa engajar mais de 6 bilhões de pessoas, o equivalente a cerca de três quartos da população mundial.
Turismo deve ser um dos grandes vencedores
O impacto econômico não ficará restrito às cidades que receberão os jogos.
Dados citados pelo UBS mostram que 44% dos fãs viajaram internacionalmente para acompanhar seu evento esportivo mais recente. Entre pessoas de 16 a 34 anos, esse percentual sobe para 56%. Além disso, muitos turistas aproveitam a experiência para visitar outros destinos durante a viagem.
Esse movimento impulsiona a ocupação hoteleira, aumenta o tempo médio de permanência e fortalece setores ligados ao lazer e à gastronomia.
Copa também deve gerar empregos
De acordo com outro levantamento, do Bank of America, a competição poderá gerar mais de 800 mil empregos em todo o mundo, impulsionando economias locais e setores diretamente ligados ao evento.
Somente nos Estados Unidos, a expectativa é de que sejam criados cerca de 185 mil postos de trabalho, com impacto superior a US$ 17 bilhões no PIB americano.
A primeira Copa da Inteligência Artificial
A edição de 2026 também está sendo chamada de "a Copa da Inteligência Artificial".
Especialistas projetam que o torneio gere mais de 90 petabytes de dados, um volume 45 vezes superior ao registrado na Copa do Catar, em 2022. A final, sozinha, pode representar até 7% de todo o tráfego global da internet durante sua realização.
A combinação entre transmissões digitais, redes sociais, análise de dados e ferramentas baseadas em IA promete transformar a experiência dos torcedores e das marcas envolvidas.
Futebol cada vez mais como negócio
Os números reforçam uma tendência: a Copa do Mundo deixou de ser apenas um evento esportivo para se tornar uma poderosa plataforma global de consumo, entretenimento e investimentos.
Enquanto bilhões de pessoas acompanham os jogos, empresas enxergam oportunidades para fortalecer marcas, aumentar vendas e conquistar novos mercados.
Em 2026, a paixão pelo futebol deve, mais uma vez, mostrar sua força também na economia.
Portal Feras
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