Depois de enfrentar uma das fases mais desafiadoras de sua história recente, o Grupo Casas Bahia iniciou um novo ciclo de crescimento apoiado em reestruturação financeira, aumento de vendas e investimentos em tecnologia.
A companhia registrou R$ 13,1 bilhões em vendas entre outubro e dezembro, enquanto o volume total de mercadorias vendidas no ano chegou perto de R$ 45 bilhões, crescimento de cerca de R$ 3,6 bilhões em relação a 2024.
Segundo a empresa, a recuperação é resultado de um amplo plano de transformação iniciado nos últimos anos, voltado para reduzir dívidas, aumentar eficiência operacional e retomar o crescimento sustentável.
Digital impulsiona vendas
O desempenho recente foi puxado principalmente pelo comércio eletrônico. O e-commerce do grupo registrou crescimento próximo de 22% no trimestre, marcando o quinto período consecutivo de alta.
Dentro desse resultado, o canal de vendas próprias da companhia teve avanço ainda maior, de 25,6%, reforçando a estratégia digital da empresa.
Ao mesmo tempo, as lojas físicas seguem desempenhando papel importante no modelo de negócios, funcionando também como centros logísticos e pontos de retirada para compras online.
Redução da dívida mudou cenário da empresa
A reestruturação financeira foi um dos pilares da recuperação do grupo. Em 2025, a companhia realizou duas conversões de dívida em ações, que somaram cerca de R$ 4,6 bilhões, reduzindo significativamente o endividamento.
Com isso, a dívida líquida da empresa caiu 77% no segundo semestre de 2025, aliviando a pressão financeira e abrindo espaço para novos investimentos.
A companhia estima que a redução de encargos pode gerar economia de R$ 2,7 bilhões em juros nos próximos cinco anos.
Crédito segue como motor do negócio
Outro elemento central da estratégia é o crediário próprio, historicamente um diferencial da rede.
A carteira ativa de crédito chegou a R$ 6,6 bilhões, enquanto o volume total de crédito concedido alcançou R$ 10,2 bilhões, mantendo níveis de inadimplência sob controle.
Esse modelo permite que a empresa amplie vendas para consumidores que não têm acesso facilitado a crédito no sistema bancário tradicional.
Inteligência artificial entra na operação
O grupo também tem ampliado o uso de Inteligência Artificial em diferentes áreas da operação.
Ferramentas baseadas em IA já são usadas em marketing, logística, precificação e abastecimento. Um exemplo é o assistente digital Bah.IA, criado para ajudar vendedores nas lojas físicas e melhorar o atendimento aos clientes.
Com essas iniciativas, a empresa afirma ter aumentado em 40% a produtividade da força de vendas.
Novo ciclo no varejo
Para o CEO Renato Franklin, a companhia inicia 2026 em um cenário mais favorável, com estrutura financeira mais leve e maior capacidade de investimento.
Após enfrentar endividamento elevado e pressão sobre resultados nos últimos anos, o grupo busca consolidar uma fase de crescimento baseada em eficiência, digitalização e fortalecimento do relacionamento com clientes.
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