Com a proibição do uso de celulares durante as aulas, recreios e intervalos, surge um dilema: como garantir que os alunos ainda consigam se comunicar com a família na saída ou na entrada — especialmente para combinar transporte ou informar atrasos? Como resposta, algumas escolas começaram a adotar espaços designados, apelidados de “celulódromos”, para esse fim.
Na Vila Mariana, uma escola criou a Mobile Zone, um local exclusivo na entrada e na saída onde os estudantes podem fazer recados rápidos aos pais — com limite de tempo de até cinco minutos e supervisão ativa. Isso evita o uso prolongado e mantém a segurança das interações.
Outras instituições têm adotado abordagens diversas: no Centro, um colégio libera o uso do celular fora dos horários de aula e entende que impedir a comunicação poderia até expor os alunos a riscos na rua. Já outra escola privilegiou um espaço entre as catracas e a rua, permitindo a comunicação pontual sem liberar o uso por todo o pátio.
Embora as leis nacional e estadual proíbam o uso de celulares dentro das escolas, elas não trazem diretrizes claras sobre a entrada e a saída. Em resposta, o Conselho Nacional de Educação está preparando regulamentações complementares para balizar essas situações, mas as escolas continuam exigindo autonomia para adaptar as regras segundo sua realidade e segurança.
A iniciativa reflete uma necessidade crescente de equilibrar o cumprimento da lei com o bem-estar e a rotina das famílias, garantindo uma transição mais tranquila entre o ambiente escolar e o doméstico.