Os aplicativos de delivery estão expandindo suas operações e deixando de ser apenas plataformas de entrega de comida. Agora, já é possível encontrar nesses apps serviços que vão de compras de supermercado até a venda de passagens aéreas.
O movimento faz parte de uma estratégia das empresas para aumentar o tempo de uso dos aplicativos e diversificar fontes de receita em um mercado cada vez mais competitivo.
Do pedido de comida à viagem
A integração entre plataformas digitais tem permitido que serviços antes separados passem a coexistir em um mesmo ambiente.
Um exemplo é a parceria entre iFood e Decolar, que conecta o consumo no delivery a benefícios no setor de turismo.
Nesse modelo, o usuário pode acumular pontos em pedidos do dia a dia e utilizá-los para adquirir passagens aéreas, hospedagens e experiências.
Estratégia de ecossistema
A tendência segue uma lógica já adotada por grandes empresas de tecnologia: transformar aplicativos em super apps, concentrando múltiplos serviços em uma única plataforma.
Com isso, os aplicativos de delivery passam a atuar também como:
- marketplaces digitais
- plataformas financeiras
- canais de serviços e turismo
Esse modelo aumenta o engajamento e amplia o ciclo de consumo dentro do próprio aplicativo.
Novo canal para o turismo
Para o setor de viagens, a integração representa um novo canal de vendas e aquisição de clientes.
A estratégia permite atingir usuários no momento em que estão mais ativos digitalmente, transformando hábitos cotidianos — como pedir comida — em oportunidades de consumo de serviços mais complexos, como viagens.
Tendência de longo prazo
Especialistas apontam que essa convergência entre serviços deve se intensificar nos próximos anos, impulsionada por tecnologia, dados e inteligência artificial.
Na prática, o movimento indica que os aplicativos de delivery caminham para se tornar plataformas completas de consumo, indo muito além da entrega de refeições.
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