amílias de influenciadores mirins têm até esta quinta-feira para regularizar a situação de perfis de crianças e adolescentes que geram receita nas redes sociais. A partir do prazo estabelecido pelo decreto que regulamenta o ECA Digital, plataformas deverão exigir autorização judicial para permitir a monetização ou o impulsionamento desses conteúdos.
A medida busca ampliar a proteção de menores no ambiente digital e equiparar a atuação de influenciadores mirins às regras já existentes para o trabalho artístico infantil.
O que muda?
Com a nova regulamentação, conteúdos produzidos por crianças e adolescentes com finalidade comercial só poderão ser monetizados mediante apresentação de um alvará judicial.
Sem essa autorização, as plataformas poderão:
- suspender a monetização do perfil;
- impedir o impulsionamento de publicações;
- retirar conteúdos do ar ou bloquear sua exibição no Brasil.
Algumas redes sociais já começaram a notificar responsáveis sobre a necessidade de apresentar a documentação dentro do prazo.
Objetivo é proteger crianças
Além da exigência do alvará, o decreto também proíbe conteúdos que exponham crianças e adolescentes a situações consideradas vexatórias, degradantes ou que violem seus direitos. A proposta faz parte das medidas do ECA Digital para aumentar a segurança de menores na internet e responsabilizar plataformas, famílias e criadores de conteúdo.
Fiscalização
A regulamentação prevê ainda a atuação de órgãos como a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e do novo Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, responsável por centralizar denúncias de crimes digitais contra menores.
Portal Feras
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