O Nubank, uma das maiores fintechs da América Latina, deu um passo importante em sua ambição global: formalizou junto ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC) — órgão regulador bancário dos Estados Unidos — o pedido para obter uma licença de banco nacional no país.
A iniciativa marca o início de uma nova fase para a empresa, que já opera como banco digital em Brasil, México e Colômbia, mas que agora busca fincar raízes também no terreno americano. Com isso, a fintech pretende posicionar-se como um player global, com capacidade de oferecer serviços bancários locais nos EUA — como contas de depósito, cartão de crédito e empréstimos — no médio prazo.
Segundo fontes da companhia, a solicitação tem duplo propósito: atender usuários já residentes nos Estados Unidos que utilizam produtos da plataforma e, paralelamente, iniciar uma oferta direta ao mercado americano. Para isso, a nova operação será estruturada como uma subsidiária integral da Nu Holdings.
A cofundadora e diretora de crescimento, Cristina Junqueira, comandará a operação dos EUA, residindo no país para liderar o processo. Ao lado dela, o conselho local será composto por figuras com histórico internacional e regulatório, incluindo ex-executivos dos setores bancário e regulador dos Estados Unidos e do Brasil.
Internamente, o plano respeita a sequência regulatória: ainda que a licença seja um passo decisivo, seu uso operacional depende de aprovações complementares e da adequação dos sistemas, produtos e estrutura de governança local.
No cenário latino-americano, o Nubank já vinha enfrentando forte concorrência da Revolut, fintech europeia que também sinalizou a intenção de intensificar presença nos EUA. Agora, o embate pode ganhar nova dimensão, com os Estados Unidos passando a ser palco direto para esse tipo de disputa entre bancos digitais transnacionais.
Para o Brasil, o projeto simboliza uma ambição: a de que o braço nacional possa ampliar sua influência e consolidar a marca globalmente, levando o que começou como banco digital brasileiro a operar, de fato, nas maiores praças do mercado financeiro mundial.
Portal Feras