Em julho, a OnlyFans efetuou o pagamento recorde de dividendos ao seu proprietário, o empresário ucraniano-americano Leonid Radvinsky, no valor equivalente a R$ 3,8 bilhões (US$ 701 milhões). A decisão ocorreu justamente enquanto a empresa avalia uma possível venda, cujo valor estimado pode alcançar os US$ 8 bilhões.
A plataforma faturou US$ 7,2 bilhões no ano fiscal encerrado em 30 de novembro, um aumento significativo em relação aos US$ 6,6 bilhões do ano anterior. Apesar desse crescimento, o lucro antes dos impostos subiu apenas cerca de 4%, atingindo US$ 684 milhões. Nesse período, o número de criadores na plataforma cresceu 13%, chegando a 4,6 milhões, enquanto o total de contas de fãs teve um salto de 24%, ultrapassando 377 milhões.
Do montante distribuído, US$ 497 milhões corresponderam a dividendos ordinários, acrescidos de US$ 204 milhões pagos em parcelas após o fechamento do balanço. Com isso, Radvinsky teria retirado cerca de US$ 1,8 bilhão da OnlyFans desde 2021.
Leia Também:
Além do rendimento financeiro recorde, a OnlyFans vem enfrentando desafios regulatórios e críticas relacionadas à segurança de sua plataforma e ao conteúdo adulto. A empresa afirma adotar medidas rigorosas de moderação e verificação de idade para criadores, a fim de atender às exigências legais. A governança da plataforma permanece atenta, especialmente com as negociações avançadas junto a potenciais compradores, entre eles um consórcio liderado pela Forest Road Company.
No centro desta operação, a OnlyFans demonstra sua capacidade de gerar lucros substanciais, enquanto se posiciona estrategicamente para um processo de venda que pode transformar seu panorama corporativo nos próximos meses.
Portal Feras