O setor algodoeiro brasileiro aderiu a um manifesto que critica a chamada “taxa das blusinhas”, medida que passou a cobrar impostos sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas em plataformas de comércio eletrônico.
A manifestação reúne entidades ligadas à cadeia produtiva do algodão, que afirmam que a cobrança pode gerar efeitos negativos para a indústria têxtil e para o setor produtivo nacional.
Segundo representantes do setor, o manifesto busca alertar para possíveis impactos da medida no consumo e na competitividade do mercado brasileiro.
Debate envolve compras internacionais e comércio eletrônico
A chamada “taxa das blusinhas” se popularizou após mudanças nas regras de tributação de encomendas internacionais. Com a nova regra, compras feitas em sites estrangeiros passaram a ter incidência de impostos, mesmo em valores menores.
O tema ganhou repercussão principalmente por causa do crescimento de plataformas internacionais de varejo online, como a Shein, Shopee e AliExpress, que ampliaram sua presença no Brasil nos últimos anos.
Cadeia do algodão teme impactos no setor têxtil
Para representantes do setor algodoeiro, o aumento da tributação pode afetar a dinâmica do mercado têxtil e de vestuário, que envolve produtores rurais, indústria e varejo.
A cadeia do algodão é considerada uma das mais relevantes do agronegócio brasileiro e abastece a indústria nacional de tecidos e confecção.
Entidades do setor afirmam que a discussão sobre tributação do comércio eletrônico internacional deve considerar os impactos sobre produção, emprego e competitividade do setor têxtil brasileiro.
Debate continua no Congresso e no setor produtivo
O tema segue em discussão entre representantes do setor produtivo, varejo e governo. Especialistas avaliam que o debate envolve não apenas arrecadação, mas também equilíbrio competitivo entre empresas nacionais e plataformas internacionais de comércio eletrônico.
Portal Feras
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