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Terça-feira, 01 de Setembro 2026

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C6 Bank obtém aval da Justiça para retomar crédito consignado após suspensão do INSS

Decisão permite volta da oferta de empréstimos, mas disputa sobre cobranças indevidas segue em aberto

C6 Bank obtém aval da Justiça para retomar crédito consignado após suspensão do INSS
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O C6 Bank conseguiu autorização da Justiça para voltar a oferecer crédito consignado, após ter suas operações suspensas pelo INSS na semana passada.

A decisão judicial permite que o banco retome a concessão de novos empréstimos nos próximos dias, revertendo temporariamente a medida imposta pelo órgão previdenciário.


Entenda o caso

O INSS havia suspendido a oferta de crédito consignado do banco após identificar supostas irregularidades em contratos com aposentados e pensionistas.

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Segundo o órgão, auditorias apontaram a inclusão de cobranças indevidas, como seguros e serviços adicionais embutidos nos contratos — prática proibida nesse tipo de operação.

A estimativa é que cerca de 320 mil contratos tenham indícios dessas irregularidades, com impacto relevante para os beneficiários.


Decisão da Justiça

Na decisão, a Justiça Federal considerou desproporcional a suspensão total das atividades do banco antes da conclusão definitiva do processo.

O entendimento foi de que impedir a operação comprometeria a principal atividade da instituição sem que houvesse decisão final sobre o mérito da disputa.

Com isso, o banco está autorizado a retomar a oferta de crédito consignado enquanto o caso segue em análise.


Defesa do banco

O C6 Bank nega irregularidades e afirma que os produtos adicionais oferecidos aos clientes eram opcionais, sem caracterizar venda casada.

A instituição também contestou a exigência de devolução integral de valores, estimados em cerca de R$ 300 milhões, apontando divergência na interpretação das regras.


O que acontece agora

Apesar da liberação judicial, o caso ainda não está encerrado.

O processo segue em discussão, e o banco poderá ser obrigado a ressarcir clientes caso as irregularidades sejam confirmadas.

O episódio reforça a atenção regulatória sobre o mercado de crédito consignado, especialmente em operações voltadas a aposentados e pensionistas.


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Marina Ribeiro - Repórter Rio de Janeiro

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