Nesta quinta-feira (28), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sediou no Centro do Rio um encontro com o presidente da instituição, Aloizio Mercadante. O evento detalhou o Plano Brasil Soberano, que destina R$ 40 bilhões em créditos para exportadores afetados pelo aumento de até 50% nas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Participaram também o prefeito Eduardo Paes (PSD) e gestores de outras cidades brasileiras impactadas pela medida.
Mercadante destacou que empresas exportadoras poderão acessar linhas de crédito para capital de giro, adaptação da produção, aquisição de máquinas e equipamentos, e busca de novos mercados. Os prazos de carência variam entre um e dois anos, com pagamento ao BNDES entre cinco e sete anos. As taxas de juros serão de 7,19% para micro, pequenas e médias empresas com prejuízo igual ou superior a 5% do faturamento; 10% para grandes empresas; e aproximadamente 14% para companhias com prejuízo abaixo de 5% e exportações com tarifas menores que 50%.
O processo para implementação do plano já começou, com reuniões com representantes de centenas de bancos. A expectativa é que até 8 de setembro o BNDES receba relatórios da Receita Federal e do Ministério da Indústria e do Comércio com dados sobre as exportações da indústria brasileira. A partir daí, esses dados serão repassados à rede bancária, que poderá providenciar as linhas de crédito de acordo com cada perfil. Mercadante orienta que empresários afetados procurem o gerente de seu banco para agilizar o processo. A previsão é que as primeiras linhas de crédito comecem a ser liberadas a partir de 15 de setembro.
O prefeito Eduardo Paes, na qualidade de presidente da Frente Nacional de Prefeitos, considerou o detalhamento do plano como "acima das expectativas", destacando as medidas concretas apresentadas pelo BNDES. Participantes de diversas regiões do país, como Petrolina (PE), destacaram a importância do plano para mitigar os impactos econômicos causados pelas tarifas impostas pelos EUA.
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