A queda da patente da semaglutida, princípio ativo do medicamento Ozempic, deve abrir uma nova fase no mercado farmacêutico brasileiro. A expectativa é que versões similares do remédio cheguem às farmácias já nos próximos meses.
Segundo Jonas Marques, presidente da rede Pague Menos, o primeiro produto similar pode chegar ao mercado em julho. Depois disso, a tendência é que medicamentos genéricos também passem a ser lançados.
A patente da semaglutida expira no Brasil em 20 de março de 2026, o que permite que outras farmacêuticas desenvolvam e comercializem versões próprias da substância. A mudança deve ampliar a concorrência e, consequentemente, reduzir os preços desses tratamentos.
A semaglutida pertence à classe de medicamentos conhecida como agonistas do receptor GLP-1, usada no tratamento de diabetes tipo 2 e também para perda de peso. Nos últimos anos, esses medicamentos se tornaram um fenômeno mundial devido à eficácia na redução do apetite e do peso corporal.
Para Marques, o impacto dessa classe de medicamentos na medicina é comparável a grandes avanços históricos. Em entrevista ao podcast “De Frente com CEO”, ele afirmou que os tratamentos baseados em GLP-1 representam uma das maiores revoluções recentes da indústria farmacêutica.
Atualmente, o alto preço limita o acesso a esses medicamentos a uma parcela menor da população. Com a entrada de novos fabricantes, o setor espera que os tratamentos se tornem mais acessíveis, ampliando o número de pacientes atendidos — especialmente em regiões onde a rede tem forte presença, como Norte e Nordeste.
O mercado brasileiro de medicamentos dessa categoria movimenta cerca de R$ 10 bilhões por ano, e a expectativa é de crescimento acelerado com a chegada de novos produtos após o fim da exclusividade da patente.
Portal Feras
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