A dieta cetogênica vem ganhando adeptos ao redor do mundo. Ela funciona ao reduzir drasticamente o consumo de carboidratos — como pães, massas, grãos e açúcares — enquanto valoriza o consumo de gorduras boas, como azeite, abacate, castanhas e peixes. Essa mudança força o corpo a utilizar a gordura como principal fonte de energia, gerando compostos chamados corpos cetônicos, que promovem mais saciedade, menos oscilação de humor e maior estabilidade energética.
Entre os benefícios que despertam interesse estão a perda rápida de peso nas primeiras semanas — impulsionada por menor fome, eliminação de líquidos e queima de gordura — e a melhora no controle da glicemia, além da potencial elevação do colesterol “bom” (HDL) e redução dos triglicerídeos.
Mesmo com esses impactos positivos, a dieta exige planejamento e supervisão profissional. Sendo bastante restritiva, uma rotina verdadeiramente cetogênica limita a ingestão de carboidratos a menos de 50 gramas por dia. Se mal conduzida, pode causar deficiências nutricionais, problemas digestivos, sobrecarga renal ou hepática, além de provocar efeitos desagradáveis como fadiga, dor de cabeça e náuseas — o conhecido “mal-estar low-carb”.
A dieta não é indicada para todos: gestantes, lactantes e pessoas com doenças graves no fígado, pâncreas ou alterações metabólicas devem evitá-la. No geral, só deve ser adotada com acompanhamento individualizado e alinhado às particularidades de cada pessoa.
Portal Feras