Um levantamento da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp) revelou a dimensão do papel desempenhado pelas instituições filantrópicas na rede pública de saúde. De acordo com o estudo, em 142 municípios paulistas os hospitais filantrópicos são os únicos responsáveis por oferecer atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo muitas vezes a única opção de assistência à população.
No total, essas entidades concentram 50% dos leitos hospitalares destinados ao SUS em São Paulo. O protagonismo também se estende para áreas de maior complexidade, já que os filantrópicos lideram em número de internações, cirurgias de alta complexidade e transplantes.
Segundo a Fehosp, esse cenário reforça a importância das parcerias entre o poder público e as instituições beneficentes, que permitem ampliar a capilaridade do SUS e reduzir desigualdades regionais no acesso à saúde. “Sem a presença das Santas Casas e hospitais filantrópicos, milhões de paulistas estariam desassistidos”, destacou a entidade.
Apesar da relevância, os hospitais enfrentam desafios financeiros constantes, devido ao subfinanciamento do sistema e ao aumento da demanda por serviços. Representantes do setor defendem maior valorização e investimentos, para que a rede filantrópica possa seguir cumprindo seu papel vital no atendimento da população.
Portal Feras