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Quarta-feira, 28 de Outubro 2026

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O que acontece com seu cérebro ao tomar creatina?

Estudos recentes mostram que a creatina pode ajudar na saúde cerebral, mas os efeitos do suplemento nos neurônios ainda não têm confirmação

O que acontece com seu cérebro ao tomar creatina?
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Famosa no mundo fitness, a creatina é um suplemento que atua na renovação energética. Estudos mostram que ela pode trazer muitos benefícios para o organismo, que vão além do auxílio na renovação muscular.

O nutricionista Guilherme Falcão explica que, quando gastam energia, como na prática de exercícios físicos, as células consomem moléculas de Trifosfato de Adenosina (ATP) muito rapidamente. A creatina, elemento que o corpo produz naturalmente, tem o papel de repor a ATP nas células, propriedade que favorece o fortalecimento muscular.

“Toda vez que esse ATP é gasto, tanto na contração muscular ou outras ações fisiológicas, você perde uma molécula de fosfato e a creatina entra nesse contexto fazendo uma ‘resíntese’. Ou seja, favorece essa renovação energética.”

O expert acrescenta que, metabolicamente, essa é a sua função, independentemente de onde seja o tecido ou célula do corpo. Por essa característica, além de atuar como suplementação para a prática de atividades físicas, melhorando a tolerância ao esforço máximo muscular, ela pode trazer benefícios para outras áreas do organismo.

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Estudos recentes sobre os efeitos do uso da creatina no cérebro, que se iniciaram há cerca de 10 anos e se intensificaram há cinco, demonstram que a creatina pode atuar também na reposição de energia nas células cerebrais.

Tarefas cognitivas são responsáveis por um alto gasto de energia, ou seja, de ATP, e de forma natural, as moléculas de fosfocreatina do organismo repõem essa perda, assim como ocorre nos músculos. Sendo assim, os estudos, ainda muito recentes e pouco conclusivos, apontam para uma possibilidade de que, ao fazer a suplementação com creatina, seria possível aumentar a disponibilidade de energia para a atividade neural.

No entanto, Guilherme afirma que esse uso ainda é controverso, principalmente porque os modelos de estudo atuais não são muito homogêneos. “Cada pesquisa conduz o seu ensaio clínico de uma forma diferente. Acaba que os resultados também podem ser diferentes”, explica.

Ele defende que isso não quer dizer que a premissa não tenha embasamento, e sim que a ciência precisa de mais tempo e estudos robustos para demonstrar com clareza os reais efeitos dessa suplementação na saúde neurológica.

Entre os elementos dos estudos que podem causar questionamento, Guilherme destaca a inclusão de grupos de teste que fazem exercícios e os que não fazem. “Quando incluem o exercício, é difícil isolar os efeitos na cognição. O que está melhorando? Os efeitos do exercício e o que é produzido por eles, que são as exercinas, ou é o suplemento?”, questiona.

Benefícios da creatina no cérebro

Algumas das pesquisas demonstram que a creatina pode ser uma aliada da saúde cerebral, mas os resultados ainda precisam de mais estudos e comprovações para serem considerados uma realidade estabelecida.

  • Melhora da memória de curto prazo e raciocínio;
  • Redução da fadiga mental;
  • Auxílio no combate ao estresse.

Por fim, vale destacar que nenhum suplemento alimentar deve fazer parte da rotina sem que, antes, haja uma avaliação médica.

 
 
 
 
 
 
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