A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a inclusão de medicamentos modernos contra a obesidade e o diabetes em sua lista de remédios essenciais, atualizada a cada dois anos. Entre os fármacos estão a semaglutida, dulaglutida, liraglutida e a tirzepatida, considerados um marco no tratamento dessas condições.
Essas medicações, inicialmente desenvolvidas para o controle do diabetes, mostraram eficácia também na redução de peso e na diminuição de riscos cardíacos. Estudos indicam que pacientes que utilizam esses remédios apresentam até 40% menos chances de hospitalização ou morte precoce por problemas no coração.
Apesar do avanço, o custo elevado ainda é um desafio. Em alguns países, o tratamento pode ultrapassar mil dólares por mês, limitando o acesso principalmente em regiões mais pobres. A expectativa é que, com o fim de patentes nos próximos anos, versões genéricas mais acessíveis sejam produzidas, permitindo que milhões de pessoas tenham acesso aos benefícios.
A obesidade é considerada um dos maiores problemas de saúde pública do mundo, afetando mais de um bilhão de pessoas. Com a decisão, a OMS busca facilitar a ampliação do uso dessas terapias e reforçar a importância de estratégias globais no enfrentamento do sobrepeso e de suas complicações.
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